quinta-feira, 21 de agosto de 2008


Desculpem a interrupcao,

o programa segue dentro de momentos...

terça-feira, 12 de agosto de 2008



Nao sera por acaso, imagino, que certos locais, mesmo vazios, nos mostram pedacos de vida, e fazem-nos viver outros que tais...

Novamente me passeio pela Graca, meu bairro Lusitano, com sua Feira da Ladra tao roubada. Mas nao me quero queixar, e nem me compete faze-lo. Pelo contrario, lembro com carinho essa Ladra, que mesmo sem gente que o faca, nos mostra sempre o Tejo, que nao esta a venda, suponho (ou ja foi vendido?), com suas faluas (querias!?), e Sta. Engracia, que me inibo de comentar, mas reflecte triunfante as luzes brancas de Lisboa, que queiramos quer nao, nos fazem quase fechar os olhos, evitando uma ou outra lagrimita. De alegria, porem...

Tambem aqui por mercados me transporto, lembrando e sonhando momentos identicos, de outros pensamentos.

Misturo-os, vivendo-os ao mesmo tempo, entre canais pedalando...

E perdoem-me o desabafo, mas aqui, definitivamente, chove muito mais...

segunda-feira, 28 de julho de 2008




Pois surpreendam-se os mais audazes de imaginacao com as coisas que podem acontecer por aqui...

Ora vejamos: Entao nao querem la ver que o produto mais vendido neste pais, e no momento, nao passa de um simples protector solar, dos fortes!!! E apenas por curiosidade, porque o Sol, esse, nem ve-lo... Tratam-no como um produto de sonhos, porque ao comprar uma unidade, esta-se automaticamente habilitado, com um pouco de imaginacao, a viajar distante num paraiso terrestre de sol e praia, com as ondas a molhar ternamente os pezinhos, refrescando-os. E apenas isso, pois nao houve hipotese alguma de o usar normalmente, ainda, debaixo deste denso ceu onde vivemos...

Como chef-cook devo ate salientar que o dito oleo nem sequer serve para cozinhar, tal curiosidade se tornou. Este unguento deve ficar na embalagem, deve-se apenas olhar para ele, e bom, sonhar entao... Ha amigos que cantam ser o sonho a comandar a vida... Bem hajam.

Mas nao acaba aqui... Acompanha a receita chuva forte, relampagos e afins, e temperaturas anormais, tipo 29 positivos. Por vezes fico na duvida se aterrei num qualquer posto tropical. Apenas olhando os canais me situo, de volta...

quinta-feira, 17 de julho de 2008


-Gostas d'isto, nao gostas? Eu tambem! Ainda mais, contigo...

Disse o Homem ao Cao que, virando-se no cesto a frente de tudo, na bicicleta e mais alem, o lambeu, dizendo-lhe alegrias e sim, mostrando sorrisos. De feliz que estava, nem se cocava das pulgas! Nada afirmava que as tinha, tambem...

Ele, pedala, crianca, e o cao, no seu cesto tal qual o de um balao, grande e la muito alto, sonha ventos de levantar as orelhas. Descontrolado, o vento usa-lhas, brincando aeronauticamente...

A chuva teima em cair, neste Norte desprovido de Sol, em mais um dia de Julho...

Mas com estes dois, e para quem os quiser ver, mesmo para la destes canais, havera sempre umas restias do Astro, quentes e cheias de luz...

E bom, sem querer dizer adeus, aqui fica mais um Ola!...

segunda-feira, 14 de julho de 2008








Hoje temos mais um dia de Verao... Umas folhas comecam a cair, ora pela chuva ora pelo vento, descansando de vez, e outras mantem-se, vestindo as arvores de verde vida.


Pensei em escrever um diario. Desisti, corando debaixo desta minha aparada barba, ao lembrar-me que habito a mesma Amsterdam onde Anne Frank escreveu o seu. Das traseiras do meu anterior quarto, por janelas, via a magnifica torre da Westerkerk, sempre iluminada e vigilante. Mesmo ao lado, a esquerda, na Prinsengracht, fica a casa de Anne. As vezes penso nela... Tambem ela daria tudo, ou pelo menos muito, para comecar uma nova vida...


Mas retomando o meu primario pensamento, o diario, nao me atrevo a tanto, ate porque ser chef-cook leva-me algum tempo. Saboroso, tambem...


Por isso, ou por isto, proponho um "semanario" pelo menos, e pode ser que me habitue, nao?


E, perdoem-me as Anne deste mundo; Fran(k)amente!... Hoje tambem vivo mais um primeiro dia do resto da minha vida...


Comprei uns postaizitos, para vos mostrar. Alguns da minha rua, outras da rua dela. Sao ambas muito bonitas...


Mas o diario dela vende mais...

terça-feira, 3 de junho de 2008




Aqui nao ha gato! Se o houvesse, nao teriamos melro para esta pequena prosa.

Num quintal que gosto, la p'ros lados da Graca em Lisboa, todos os dias, de manha e ao por do Rei, me visitava um melro. Nem grande nem pequeno. Um melro. Assim como aqueles todos vestidos de preto so com o bico amarelo, como que a avisar... Solitario, sempre quis acreditar, va-se la saber porque.../Adiante qu'esta malta que le tambem tem outros afazeres.../

Olhava-me, curioso, falava e jogava um pouco comigo e recolhia.

Ha um melro, sim, igual aos outros, assim pretos so com o bico amarelo, como que a avisar, que visita, nao direi todos os dias que tambem o deve cansar mas amiude, o telhado em frente da janela do meu quarto. Quase lhe posso tocar. Nao o faco. Gosto de pensar tratar-se do mesmo melro. Olho-o assim.

Sempre me fica mais interessante a historia. E a dele tambem...

terça-feira, 27 de maio de 2008



Hom'essa! Tenho de anuir que ja passou algum tempo desde os ultimos editos, mas creio que ainda consigo voltar a tornear-lhes os jeitos...

Mesmo as flores, cabisbaixas, ao darmos-lhes agua, se realcam, colorindo de novo os campos que todos temos e olhamos. E asseguro-vos que esse elemento nao falta nas redondezas, nao deixando lugar a apenas lisos pensamentos.

Depois de um importante periodo de reflexao, pos-visitas, equilibrio de sensacoes e emocoes, porque os abalos sao bons ( nao os de terra!), volta-se a rotina de uma bela Amsterdam que nos da os bons dias com um sorriso, bem matreiro e docemente convidativo. Trabalha-se, pois assim se faz, e come-se, sim, come-se, que nao pode ser so pedalar...

Pois que nem com a idade esta barriga teima em crescer... E pedais a parte, uma boa refeicao sabe melhor que muitos amores...

Bem hajam.