quarta-feira, 27 de maio de 2009




Uns, querem-na firme e hirta. Como uma barra de ferro...

Outros... So veem filmes...

Eu, a bem dizer, que tambem digo mentiras, prefiro ve-la ao nivel do solo. Nao por viver nos ditos-baixos, nem por imaginar a mesma comprida.

Todos os santos-dias dela necessito, mas deitada...


Branca, tal virgem...
(Ainda as ha???)

Pois bem, nos ca no nosso bairro, orgulhamo-nos do que temos. E vemos...


Onde termina a minha rua, a Kerkstraat, e atravessando o rio, sim, porque aqui ha rios!!!!!!!!!, e o dito chama-se Amstel, sim como a cerveja..., esta, a dita a que me refiro, a MagereBrug, e traduzindo: a ponte magra, deita-se de manha quando passo com a minha bike, sim, em ingles, porque em nederlands (fiets) nao entenderiam, para eu passar... Cruzamo-nos todos os dias...

E eu sei, nao eh so para mim...

Levanta-se, e baixa, baixa e levanta-se... Faz-me lembrar algo que nao consigo recordar agora.


Mas depois digo-vos...



segunda-feira, 25 de maio de 2009


FOMOS LA JUNTOS!!!...

domingo, 24 de maio de 2009




No nosso bairro, eu e os meus vizinhos, e ao contrario dos "tsunamis" de turistas que se arrastam pela cidade, ja nao nos surpreendemos com qualquer coisa. Mas orgulhamo-nos do que temos, ou do que vemos. Dificil seria nao nos espantarmos com um povo que inventou o seu proprio pais, e onde co-habitam varias racas, de caes tambem, e credos...


No nosso bairro, o Natal, e nao confundeis com mulatas, praia e agua de coco, esse dia tao esperado anualmente por milhoes, esta agora ao alcance de cada um, crente ou nao, todos os dias...


Que assim devemos querer esta quadra, diariamente. E la bem dentro dos nossos coracoezinhos...


A um passo de casa, mais um passo... No Singel, entre a Muntplein e a Koningsplein, onde diariamente, como a citada, se pavoneia o Bloemmarkt (Mercado das Flores), la encontram os mais atentos, para alem de mil tulipas de mil tons e outras tantas produtoras de clorofila, numa fulgurosa cor usurpada pela "agua suja do imperialismo", a loja dos sonhos de muitos...


Que os natais sao quando os Homens quiserem...


E uma velha ardosia e um pau de giz, para ir marcando os idos...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009



Sinto-me mais por caminhos, que por chegadas. Creio que tal me confunde, por vezes.
Sim, so por vezes...

A chegada torna-se conclusiva, perde o gozo da aventura, o medo do desconhecido. Talvez o medo de nos proprios. O meu proprio medo...

O caminho ensina a conquista, a alegria de errar aprendendo, e a esperanca de sempre chegar.
No caminho vive-se, muito.
Na chegada dorme-se, demais...
Acordemos, que ja sao horas...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009







Agora esta sol...

De manha nevou, e caiu granizo.
Ja nem as hostes climaticas se entendem, neste periodo confuso em que recessao se tornou palavra comum.

Despedimentos em massa afogando familias, massas de neve afogando cidades, situacoes algo alarmantes e que nao passam ao lado daquela gaivota que acabou de poisar na minha frente.
Olha-me como que concordando, mas rapidamente seguindo seu rumo, na procura da sobrevivencia. Mostrando como se faz, nao esperando ser feito...

Sim, atravessamos aguas tempestuosas, mas se entramos em panico ainda nos afogamos mais rapidamente nelas.

E se tiver de ser, que sim, tem, levemos a situacao de faca na liga...
Sem violencias, que ja basta esta miseria...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009








Sempre tento respeitar, ouvindo e seguindo, conselhos dados, especialmente por pessoas que tem o direito adquirido de os oferecer e me sao, por varias razoes, queridas. Porque duas cabecas sempre pensam melhor que uma...
Este Inverno veio agreste, e assim se tem mantido... Contra algumas expectativas.

Eu sei... Por todo o lado se passa o mesmo. Diferentes linguas, diferentes aguas, mas as mesmas nuvens, turvando horizontes que gostamos de ver limpos e longinquos, tal Tuhareg sobre dunas sem fim.

Ate as gaivotas do burgo voam mais perto. Quase nos tocam, como a propor novas e necessarias unioes. Que ja as houve...

Mas tambem, e por mais turvo que se ande, e dai a historia dos conselhos, uma das melhores formas de desanuviar, e por mais estranho que pareca, eh reagir... Nao baixar os bracos, apenas quando se escorrega no gelo, e continuar a lutar.

Porque essa nunca para, so continua...

Continuemos entao...

domingo, 7 de dezembro de 2008


Ja assisti a muitos protestos e manifestacoes, daquelas com bandeiras e palavras de ordem.

Eu proprio, entre sandes de courato e bebidas doces, sem elas que ocupam muita area de recipiente, levantei punho e ergui vozes. Com companheiros de luta, qu'isto nao anda bom para tentar sozinho, e um nobre sorriso nos labios, apesar das tristezas que nos deram as razoes...

Pensei ter ja visto um pouco de tudo, em materia de concentracoes. Confesso espreitar o televisor, de quando em vez, para ver as dos outros, assaz diferentes, com muito mais cocktail's e menos sandes... Outras tecnicas, suponho...

Mas, co'a breca, continuo a surpreender-me por entre canais: Mesmo ao virar da esquina, um destes dias, la estavam! Um relativamente composto grupo de manifestantes, devo dizer de ante-mao, exemplares. Fazia frio, certo, mas o estarem tao juntinhos indicava algo mais poderoso. Um silencio monesterial, todos iguais, e o mais certo, todos diferentes. E, quase exuberantes, firmes e hirtos, como barras de ferro...

Passei um pouco ao largo, nao queria incomodar. Mas lembrei-me, com punho cerrado, de todas quantas fui.

Com couratos, qu'eu nao aprecio cocktail's...

Talvez seja do acucar...